O mercado de maquetes, principalmente na área de empreendimentos imobiliários, é um grande consumidor de acrílico. O material tem grande utilização por sua transparência, versatilidade e praticidade. Na Adhemir Fogassa Maquetes, uma das maiores empresas do ramo em São Paulo, são produzidas cerca de 30 maquetes por mês (o que significa uma média de 80 edifícios), e o acrílico é utilizado em todos os projetos. “Usamos o acrílico nos locais em que precisamos reproduzir vidro e transparências. Escolhemos o material principalmente pela facilidade no uso e variação das espessuras das chapas“, afirma Adhemir Fogassa, proprietário da empresa.

Buscando atender às necessidades deste crescente mercado, há mais de 10 anos a TC Acrílicos, associada ao Indac, desenvolveu uma chapa de 0,5mm. Até hoje a empresa oferece essa medida com exclusividade na América Latina, e em diversas cores. “Sempre trabalhamos para empresas de maquetes e foram esses clientes que nos pediram uma chapa mais fina, que pudesse ser curvada e cortada com mais facilidade“, conta Gerson Trentino, proprietário da TC Acrílicos“Essa espessura também é bastante utilizada em cartões de visita e peças promocionais“, completa. Por ser extremamente fina, a chapa pode ser cortada a laser ou até com estilete, o que torna seu manuseio muito fácil e prático, agilizando o trabalho, além de poder ser curvada sem necessidade de moldagem.”Usamos muito as chapas de 0,5mm para maquetes em escala pequena, ou para detalhes em peças maiores“, conta FogassaEdilson Andrade, proprietário da Andrade Maquetes, conta que utiliza as chapas de 0,5mm também para reproduzir espaços com água.”Por causa da espessura, é uma chapa ideal para dar efeito mais real em piscinas e cachoeiras“, afirma.

Os irmãos Paulo e Jorge Nakanishi, sócios fundadores da Maquetes Nakanishi, utilizam o acrílico principalmente para montar as redomas de proteção para as suas maquetes. Fogassa e os Nakanishi afirmam que já tentaram trabalhar com outros materiais, mas sem sucesso. “O acrílico é o único que tem a firmeza necessária, recebe tinta sem dificuldade e é ´facil de cortar”, afirma Fogassa. Tanto ele quanto os irmãos Nakanishi experimentaram PVC expandido, policarbonato e outros materiais divulgados como similares ao acrílico. Adhemir e Jorge afirmam que a experiência não deu certo.

fonte: http://indac.org.br/acrilico-mundo-das-maquetes.php